Feb 12

É sabido que as pessoas têm olhares diferentes em cima de uma mesma cena e isso explica um pouco a razão de, em um mesmo motivo, visualizarmos diferentes possibilidades e obtermos diferentes fotografias.

Estamos em frente a um carrossel, colorido, com diversos cavalinhos, algumas crianças, balões de diversas cores, um pipoqueiro à esquerda, um rapaz amarrando o cadarço do tênis e mais alguns motivos e entregamos a cena para algumas pessoas “armadas” com suas câmeras. O resultado vai ser diverso: algumas vão dar um close no carrossel, umas vão dar idéia de movimento, outros vão congelar a imagem. Outras poderão tirar o foco do carrossel e prender-se ao rapaz amarrando o tênis, enquanto haverá ainda o que registrará as marcas de expressão do rosto do senhor pipoqueiro. Quem sabe surja alguém que fotografe o movimento da roda gigante que está atrás do carrossel?

Visualizar ângulos diferentes, enxergar além do que nos é óbvio, sair do senso comum é algo válido para quem quer se diferenciar em fotografia. Para quem quer descobrir ou desenvolver sua linguagem fotográfica (tema para post futuro). Desenvolver um olhar mais crítico, mais perceptivo é uma maneira de se diferenciar dos outros fotógrafos.

É claro que há aqueles que possuem um olhar mais detalhista, que se prendem aos detalhes do motivo. E há os que se encantam pela visão mais ampla da cena. Uma não é melhor que a outra, são visões diferentes e ambas têm que ser desenvolvidas, têm que ter diferencial!

Mas como desenvolver esse olhar mais perceptivo?

Rodger Savaris, fotógrafo e professor do Curso Avançado de Fotografia da Savaris Photo e do Clube da Foto, cita um exercício prático muito proveitoso:

“Pegue uma folha de papel e um lápis, sente em frente a alguma cena e escreva TUDO o que você está vendo, desde o ponto mais distante até o mais próximo aos seus olhos. Descreva detalhes, cores, perspectivas, movimento, sombras, formas, pessoas, objetos…”

Ou seja, o exercício da descrição dos motivos que estão à nossa frente nos fará aumentar a percepção dos detalhes que deixamos frequentemente passar, independente do modo que gostamos de fotografar (linguagem fotográfica).

E acredito que “enxergar coisas aonde todo mundo vê e não enxerga” possa ser um diferencial muito importante. Pois, novos ângulos surgirão, novos motivos se mostrarão, novas técnicas serão pedidas para registrar aquele momento e consequentemente obrigarão o fotógrafo a estudar, aprender tais técnicas.

Vamos praticar? ;)

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Feb 05

Descontração, alegria, bom papo, admiração, surpresa, sorrisos e brilho nos olhos!

Esses foram apenas alguns itens que deram sabor a 1a Exposição Fotográfica dos alunos do Curso de Fotografia da Savaris Photo e do Clube da Foto. O evento aconteceu na sede do Clube, onde também fica o escritório da Savaris e ainda onde as aulas são ministradas. Colegas, parentes, alunos e professores estiveram presentes para prestigiar o resultado da dedicação dos alunos: fotografias!

Eis as fotos:

Fotografia, comes e bebes

Gabriela de Castro, Anne Carla Nantes, Débora Bueno e Vicente T.

Débora Bueno, João R. e Ald Junior

Paulo Nogarol ( hoho ) e Carlos Kill

Serviço:

Savaris Photo Stúdio Ltda.
R. Ary Siqueira 70
Enseada do Suá Vitória ES
55(27)3227 0372
Rodger Savaris – (27) 99410193
savaris@savarisphotostudio.com.br

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Feb 01

Em mais uma aula prática com o pessoal do @clubedafoto, fomos à feira livre de Jardim da Penha, um bairro de Vitória/ES. E antes de continuar o post relembro alguns objetivos das aulas práticas: exercitarmos nosso olhar em cima do que vemos associando a isso a aplicação de técnicas e macetes (muito bons) vistos em sala de aula.

Confesso que antes de ir à feira eu não me empolguei muito com a idéia. Pois, obviamente, me vieram à mente apenas bancas de alimentos, sujeira no chão, pessoas comprando… sacolas… cores das bancas.. nada de muito diferente do padrão.

Ao chegar lá me surpreendi com a organização dada pela Prefeitura, que padronizou as barraquinhas e a disposição delas de forma que o ambiente mostrou-se razoavelmente limpo  e com um bom espaço para circulação de pessoas. E esse trânsito de pessoas possibilitou ao nosso grupo boas oportunidades! E então me empolguei!

Alguns pontos nos quais me prendi naquela manhã, para aprendizado e treino:

  • - Utilização do fill-flash (mais uma vez), pois várias fotos foram tiradas em contra-luz (com o sol atrás da pessoa/objeto que eu iria fotografar e isso faz com que a pessoa/objeto fique muito escuro). E apanhei um bocado, pois havia duas preocupações: iluminar a cena e aproveitá-la, pois as pessoas passavam muito rápido.
  • - Agilidade e treino do olhar. Devido à grande movimentação de pessoas as oportunidades apareciam do nada e então logo sumiam;
  • - Formas de como abordar as pessoas para fotografá-las e pude ver que com um simples sorriso muitas vezes conseguimos boas fotos. às vezes nem é preciso falar nada.
  • - Estudo do ambiente para me acomodar de maneira que pudesse tirar boas fotos. Ora escondido, outrora no meio da rua e houve momentos ainda que cheguei a sentar no chão.

Eis algumas fotos:






Andando por trás das barracas achei uma brecha entre duas barracas que me deixava em cima de uma faixa de segurança e de onde eu poderia capturar algumas cenas de movimento…

Nesse dia pude ver que a discrição do fotógrafo também é muito importante para capturar posições espontâneas… máquina pendurada no pescoço na maioria das vezes espanta.

Veja no meu Flickr mais algumas fotos deste dia.

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Jan 27

Estou participando do curso Básico Profissional de Fotografia ministrado pelo Clube da Foto e Savaris Photo em Vitória/ES e no último dia 23 eu e outros alunos fomos para a primeira aula prática, realizada no Parque Pedra da Cebola, que fica naquela cidade.

Chegamos às 08h30 e a intenção da aula obviamente era treinarmos o que vimos em sala de aula. Dentre os itens ministrados destaco os seguintes:

- fill flash;
- composição;
- direção de fotografia – claro que foi dada apenas uma pincelada no curso, pois o assunto envolve muitas coisas e este curso é “básico”);
- utilização apropriada de abertura, velocidade e iso;
- iluminação – também foi dada uma boa introdução no assunto. O item fill-flash está contido aqui, porém fiz questão de destacá-lo pelo fato de sua extrema importância na fotografia em dias ensolarados.

No local havia diversas crianças e muitos brinquedos. É um parque arborizado, com vias pra passeio, escorregadores, balanços, patinhos, pipoqueira… e obviamente os pequeninos se maravilhavam com tudo aquilo. Assim que fomos liberados pelo professor para fotografar me deparei com essa linda criança:

Alt 1

O que você tá fazendo tio?

Lentamente sentei no chão, para ficar no mesmo nível de altura que ela, e para minha surpresa ela não se assustou.. fez até pose.. rsrs

Percebi que ela estava acompanhada com a avó e imediatamente tratei de colocar em prática algo que vi em um curso da National Geographic: “a interação com o motivo pode abrir portas para boas oportunidades!“. Gentilmente sorri para a senhora e elogiei a criança, ela sorriu de volta. Portas abertas:

Vamos procurar um lugar pra brincar..

Tente não sorrir

Enquanto fotograva a princesinha, ela caiu de sua motoca e ameaçou chorar. Soltei: “Caiu? ahahahaha… deixa o tio tirar uma foto pra passar o dodói!” O choro foi embora e ela então ficava caindo pra chamar atenção:

Opa opa opa! Vamo tirar uma fotinha pra sarar o dodói?

Ah. então eu vou cair de novo, tio!

Pude testar novamente o lance da conexão sobre o qual outro dia conversei com os prezados amigos fotógrafos @uelitonsantos e @fernandomadeira: o diferencial de uma boa foto para uma foto que conta uma história é a conexão do fotógrafo com o motivo. É o sentimento, a emoção! E até porque não citar o amor e o carinho?

Nessa outra série outra linda criança se exibia charmosamente pra foto, talvez já mostrando talento para ser modelo:

Gostou dos meus óculos?

Uns se esforçando e outros sorrindo ...

Treinando para ser estrela

:D

Houve ainda os tímidos:

A essência da doçura

Faz um Heavy Metal aí! - By mamãe

E os que lamentaram o fim da pipoca… “Cabôôôô”

Cabôôôô

Nem todos posaram, e nem por isso não contaram sua história:

Um salto para a liberdade

"Quero ver quem balança mais alto hein!"

"Ô flamenguista!!"

"Eu não podia faltar - quá quá"

Outro momento muito proveitoso no dia diz respeito às dicas que o professor Ronaldo deu sobre direção de fotografia e que já pude colocar em prática em outra oportunidade.. mas é assunto para próximos posts rsrs

Agradecimentos aos colegas do curso pelos maravilhosos momentos.

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Dec 24

Sabe quando o acaso proporciona bons momentos? Pois então, ontem à noite estávamos eu e Luisa procurando motivos para fotografar quando encontramos com o pessoal do Clube da Foto no Palácio Anchieta dando uns cliques por lá. Pra complementar o acaso conheci o colega @uelitonsantos, quem eu já sigo há algum tempo no Twitter e Flickr :)

Depois fomos à Ilha do Boi e eis o resultado:

Éramos seis

Guindastes no Porto de Vítória

Sob os encantos do luar

Panorâmica(zinha) da Enseada do Suá e Praia do Canto

Terceira Ponte e o Convento no fundo

Terceira Ponte e o Convento no fundo

Terceira Ponte com o Convento da Penha no fundo

Terceira Ponte com o Convento da Penha no fundo

Longa exposição na Ilha do Boi

Longa exposição na Ilha do Boi

Pra terminar a noite

Pra terminar a noite

Aos poucos atualizarei o meu site ( www.nogarol.com.br ) com as fotografias em melhor qualidade :)

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