Mar 02

Toda vez que chove em Itapoã (Vila Velha/ES) o bairro fica alagado e toda vez que isso acontece começa a chuva de reclamações em cima dos prefeitos.

Faço um pouquinho diferente hoje: porque o cidadão teima em ser porco e enche os bueiros ou valões com lixo?

É muito fácil colocar a culpa nos outros. Não defendo aqui nenhum político, até porque é difícil fazer isso em tempos de tanta sujeira que encontramos no meio deles…

Eis as fotos da Av. Resplendor, local onde moro em Itapoã (fotos tiradas com celular):

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Feb 01

Em mais uma aula prática com o pessoal do @clubedafoto, fomos à feira livre de Jardim da Penha, um bairro de Vitória/ES. E antes de continuar o post relembro alguns objetivos das aulas práticas: exercitarmos nosso olhar em cima do que vemos associando a isso a aplicação de técnicas e macetes (muito bons) vistos em sala de aula.

Confesso que antes de ir à feira eu não me empolguei muito com a idéia. Pois, obviamente, me vieram à mente apenas bancas de alimentos, sujeira no chão, pessoas comprando… sacolas… cores das bancas.. nada de muito diferente do padrão.

Ao chegar lá me surpreendi com a organização dada pela Prefeitura, que padronizou as barraquinhas e a disposição delas de forma que o ambiente mostrou-se razoavelmente limpo  e com um bom espaço para circulação de pessoas. E esse trânsito de pessoas possibilitou ao nosso grupo boas oportunidades! E então me empolguei!

Alguns pontos nos quais me prendi naquela manhã, para aprendizado e treino:

  • - Utilização do fill-flash (mais uma vez), pois várias fotos foram tiradas em contra-luz (com o sol atrás da pessoa/objeto que eu iria fotografar e isso faz com que a pessoa/objeto fique muito escuro). E apanhei um bocado, pois havia duas preocupações: iluminar a cena e aproveitá-la, pois as pessoas passavam muito rápido.
  • - Agilidade e treino do olhar. Devido à grande movimentação de pessoas as oportunidades apareciam do nada e então logo sumiam;
  • - Formas de como abordar as pessoas para fotografá-las e pude ver que com um simples sorriso muitas vezes conseguimos boas fotos. às vezes nem é preciso falar nada.
  • - Estudo do ambiente para me acomodar de maneira que pudesse tirar boas fotos. Ora escondido, outrora no meio da rua e houve momentos ainda que cheguei a sentar no chão.

Eis algumas fotos:






Andando por trás das barracas achei uma brecha entre duas barracas que me deixava em cima de uma faixa de segurança e de onde eu poderia capturar algumas cenas de movimento…

Nesse dia pude ver que a discrição do fotógrafo também é muito importante para capturar posições espontâneas… máquina pendurada no pescoço na maioria das vezes espanta.

Veja no meu Flickr mais algumas fotos deste dia.

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Jan 27

Estou participando do curso Básico Profissional de Fotografia ministrado pelo Clube da Foto e Savaris Photo em Vitória/ES e no último dia 23 eu e outros alunos fomos para a primeira aula prática, realizada no Parque Pedra da Cebola, que fica naquela cidade.

Chegamos às 08h30 e a intenção da aula obviamente era treinarmos o que vimos em sala de aula. Dentre os itens ministrados destaco os seguintes:

- fill flash;
- composição;
- direção de fotografia – claro que foi dada apenas uma pincelada no curso, pois o assunto envolve muitas coisas e este curso é “básico”);
- utilização apropriada de abertura, velocidade e iso;
- iluminação – também foi dada uma boa introdução no assunto. O item fill-flash está contido aqui, porém fiz questão de destacá-lo pelo fato de sua extrema importância na fotografia em dias ensolarados.

No local havia diversas crianças e muitos brinquedos. É um parque arborizado, com vias pra passeio, escorregadores, balanços, patinhos, pipoqueira… e obviamente os pequeninos se maravilhavam com tudo aquilo. Assim que fomos liberados pelo professor para fotografar me deparei com essa linda criança:

Alt 1

O que você tá fazendo tio?

Lentamente sentei no chão, para ficar no mesmo nível de altura que ela, e para minha surpresa ela não se assustou.. fez até pose.. rsrs

Percebi que ela estava acompanhada com a avó e imediatamente tratei de colocar em prática algo que vi em um curso da National Geographic: “a interação com o motivo pode abrir portas para boas oportunidades!“. Gentilmente sorri para a senhora e elogiei a criança, ela sorriu de volta. Portas abertas:

Vamos procurar um lugar pra brincar..

Tente não sorrir

Enquanto fotograva a princesinha, ela caiu de sua motoca e ameaçou chorar. Soltei: “Caiu? ahahahaha… deixa o tio tirar uma foto pra passar o dodói!” O choro foi embora e ela então ficava caindo pra chamar atenção:

Opa opa opa! Vamo tirar uma fotinha pra sarar o dodói?

Ah. então eu vou cair de novo, tio!

Pude testar novamente o lance da conexão sobre o qual outro dia conversei com os prezados amigos fotógrafos @uelitonsantos e @fernandomadeira: o diferencial de uma boa foto para uma foto que conta uma história é a conexão do fotógrafo com o motivo. É o sentimento, a emoção! E até porque não citar o amor e o carinho?

Nessa outra série outra linda criança se exibia charmosamente pra foto, talvez já mostrando talento para ser modelo:

Gostou dos meus óculos?

Uns se esforçando e outros sorrindo ...

Treinando para ser estrela

:D

Houve ainda os tímidos:

A essência da doçura

Faz um Heavy Metal aí! - By mamãe

E os que lamentaram o fim da pipoca… “Cabôôôô”

Cabôôôô

Nem todos posaram, e nem por isso não contaram sua história:

Um salto para a liberdade

"Quero ver quem balança mais alto hein!"

"Ô flamenguista!!"

"Eu não podia faltar - quá quá"

Outro momento muito proveitoso no dia diz respeito às dicas que o professor Ronaldo deu sobre direção de fotografia e que já pude colocar em prática em outra oportunidade.. mas é assunto para próximos posts rsrs

Agradecimentos aos colegas do curso pelos maravilhosos momentos.

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Nov 12

Há poucos dias li uma entrevista de um grande fotógrafo brasileiro que deu uma dica aos fotógrafos, tanto amadores quanto profissionais: “[...] não se limite com a sua vergonha ou com a vergonha dos outros”. Algo assim.

Hoje percebi dois pés descendo em minha janela e uma corda pendurada, fiquei triste ao ver que não era o homem-aranha e sim um pintor que estava trabalhando na fachada do prédio onde moro. Na hora veio a frase “não se limite…” e soltei:

- Amigo, sou fotógrafo (mentira) e quero tirar umas fotos suas, posso?
- Claro!

Eis os cliques:

pintor3

pintor2

pintor5

pintor1

pintor

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Nov 12

Eu vi o vídeo deste post no Gizmodo Brasil e na descrição que lá consta há uma referência sobre o filme nos fazer ver o mundo com uma outra visão. É bem interessante ver as gotas de água caindo em uma velocidade extremamente baixa. Realmente nos faz ver coisas que nossos olhos não vêem e isso impressiona, surpreende.

Mas, e quando nossos olhos vêem coisas muito claras, que não precisam ter sua velocidade alterada e mesmo assim não nos surpreendemos ou nos maravilhamos com o que estamos vendo?

Hoje fiz meu primeiro dia de caminhada na praia. Após assumir novos riscos, decidi mudar de rotina, principalmente aquela relacionada com a minha saúde, tanto física quanto mental. E foi interessante, porque em uma velocidade normal, sem alteração, percebi a beleza do dia amanhecendo; admirei a beleza de minha namorada; “senti” a cidade acordando; os velhinhos caminhando na praia (alguns com alongamento infinitamente maior que o meu. #fail); o sol brilhando; um navio se movimentando; cães “felizes” por estarem passeando com seus donos; bebês em carrinhos sem preocupação nenhuma com esse mundão louco, a não ser com a próxima “peitada“… enfim, não precisamos de vídeos feitos com fotografia que captura movimentos de milhares de quadros por segundo para termos outra visão do mundo.

Podemos mudar nossas mentes, controlar o que pensamos. E mudar nossas atitudes.

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