Feb 25

Sair do comum; parar, olhar e pensar; inovar; mudar os ângulos; mudar o foco; estudar as possibilidades de iluminação; por baixo ou por cima; de fora pra dentro ou de dentro pra fora; imaginar, criar, apagar; colorido ou em preto&branco; mudar o cenário; sugerir e pedir sugestões… porque deixamos isso tudo e muito mais pra trás e nos prendemos em fazer “mais do mesmo”?

Quantas oportunidades muito boas de tirarmos fotografias originais, autênticas, marcantes, perdemos justamente por não ousarmos?

Ousar?!

Sim! Acredito que devemos ousar no posicionamento físico: porque não sentar, ajoelhar, deitar, se esticar todo pra tirar uma foto? Isso acredito ser até básico.

E ousadia de posicionamento mental? Porque não pensar diferente? Porque não fazer um brainstorming mental na frente do motivo e visualizar todas as possibilidades de registro e colocar em prática as idéias que antes eram “malucas”?

No vídeo “The Third & The Seventh“, criado por Alex Roman essa ousadia e saída do comum é muito bem registrada! Como foi citado no post original por Alexandre Belém, o vídeo mistura realidade, ficção, dimensões e imagem e acrescento ser uma ótima fonte para vermos como perdemos ângulos interessantíssimos quando vamos fotografar. Simplesmente por não ousarmos.

Apesar do foco ser dado em objetos e arquitetura, podemos nos inspirar nas cenas do filme para criarmos novos ângulos ou olhares em fotos com outros motivos.

Eis o vídeo. E conforme recomendado no post original: Veja em tela cheia com som!

Fonte: Olhavê

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Feb 09

A fotografia é uma das maneiras de se escrever, registrar história. Com ela perpetuamos momentos marcantes como o nascimento de um filho, o sonho do casamento na igreja, os aniversários daquela criança espoleta…

Porém, também podemos escrever momentos tristes e nos últimos tempos não faltam motivos para esse tipo de história. Com frequência vemos à nossa volta tristeza registrada em imagens… Fato recente tem sido os estragos que as chuvas têm causado no Estado de São Paulo.

São Luis do Paraitinga é considerada Estância Turistica pelo Estado de São Paulo. A cidade contava com o maior número de sobrados e casas térreas tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). É uma cidade bonita que foi devastada pelas chuvas recentes. O principal ponto turístico da cidade era a Igreja Matriz, construída no séc. XVII e desmoronou sobre si mesma, tamanha foi a força das águas. Além disso, oito edifícios históricos também foram ao chão com a enchente do Rio Paraitinga.

Para ajudar a reconstrução da cidade os fotógrafos André Luís Ferreira e Carol Gonzalez lançaram o fotolivro “São Luís do Paratinga – Preservando o Passado para Reconstruir o Presente” que contém imagens de antes e depois da destruição causada pelas chuvas. O fotolivro possui impressão digital e o lucro será revertido para o desenvolvimento do turismo na cidade. A obra possui o valor de R$ 150,00 e pode ser pedida aos autores pelo e-mail alferreirafoto@uol.com.br

Ou seja, vale a pena fotografar o que está à nossa volta. Os lugares, as pessoas, os monumentos, os fatos, os acontecimentos. Vale a pena olhar a fotografia de uma forma diferente de “retratos, churrascos, festinhas”. Claro que estes fazem parte da história de cada um também e devem ser fotografados. Mas, podemos utilizar nossas câmeras simplesmente para escrever o que poucos se importam em escrever: a história do lugar em que vivemos.

Fonte: Wikipedia e Revista Fotografe Melhor (fev/10)

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Feb 05

Descontração, alegria, bom papo, admiração, surpresa, sorrisos e brilho nos olhos!

Esses foram apenas alguns itens que deram sabor a 1a Exposição Fotográfica dos alunos do Curso de Fotografia da Savaris Photo e do Clube da Foto. O evento aconteceu na sede do Clube, onde também fica o escritório da Savaris e ainda onde as aulas são ministradas. Colegas, parentes, alunos e professores estiveram presentes para prestigiar o resultado da dedicação dos alunos: fotografias!

Eis as fotos:

Fotografia, comes e bebes

Gabriela de Castro, Anne Carla Nantes, Débora Bueno e Vicente T.

Débora Bueno, João R. e Ald Junior

Paulo Nogarol ( hoho ) e Carlos Kill

Serviço:

Savaris Photo Stúdio Ltda.
R. Ary Siqueira 70
Enseada do Suá Vitória ES
55(27)3227 0372
Rodger Savaris – (27) 99410193
savaris@savarisphotostudio.com.br

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Jan 21

Recordo-me e agradeço a Deus por olhar para trás e ver que em todas as empresas que trabalhei fui contratado para um cargo e fui embora depois de alcançar cargos melhores. Houve destaque, suor, dedicação, reconhecimento (em algumas ocasiões) e crescimento. Mas, não houve realização plena.
Não houve aquela oportunidade de bater no peito e cruzar as mãos atrás da cabeça e dizer: “Putz grilas! Puxa vida, encontrei a veia! É isso que eu quero!”.

Ainda não cruzei as mãos atrás da cabeça… digamos que estão cruzadas em cima da barriga (que está crescendo, inclusive). É muito difícil saber o que queremos da vida, mas é muito mais fácil identificar o que não queremos. Claro que há diferença de opiniões e atitudes, para uns basta estar empregado enquanto para outros é necessário o trabalho estar ligado a realização.

O que vou ser quando crescer?

Para uns isso não importa, basta crescer, basta viver, basta estar empregado em qualquer lugar e exercer qualquer função ou estar ganhando bem, não importa fazendo o quê. Não me enquadro nesse quadro. No famoso filme “Filtro Solar” há uma expressão:

“Não tenha sentimento de culpa se não sabe muito bem o que quer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida.
Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem.”

Só não quero chegar aos 40 sem saber… rs

Há outra que diz que “Todas as nossas escolhas têm 50% de chance de dar certo. Como as escolhas de todos os demais”. Se eu escolher apenas crescer, pode dar certo ou não. Mas, não é esta a escolha que fiz pra mim.

Sou mais para Fernão Capelo Gaivota, “que decide que voar não deve ser apenas uma forma para a ave se movimentar”. Voar eu quero, mas ainda não está tão claro para aonde.. algumas direções agora estão mais claras.. algumas opções atualmente estão à vista ;)

Recebi há poucos dias um vídeo de um amigo que fala sobre perseverança. Não pesquisei as fontes, apenas extraí o que de bom nele há.

Dele transcrevo a expressão “Quem nunca fracassou nunca viveu“.

Eis o vídeo:

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Dec 09

“- Tsc, não sei se esse filme é legal…”
“- Acabei de ler a sinopse de um filme e queria dar uma olhada no trailer”

Diante de perguntas como essas o que fazemos, na maioria das vezes? YouTube na cabeça. Aí perdemos tempo procurando e caímos no risco de acharmos vídeos sem qualidade ou que pelo menos não respondam a perguntas semelhantes às acima citadas. Afinal de contas, até o Papai Noel pode se autopromover por lá…

Descobri recentemente um site muito bacana para quem gosta de filmes. Muito útil para quem quer baixar assistir novos ou antigos filmes e querem dar um preview para conferir se vale a pena o download a compra do vídeo, o Trailer Addict fica como dica.

O slogan “Your Daily Dose of Hi-Res Movie Trailers” (algo como “sua dose diária de trailers de filmes em alta resolução”), revela a proposta do site, muito bem executada, por sinal. Ele contém muitos, mas muitos vídeos de filmes tanto novos quanto antigos. Com um eficiente e simples sistema de procura, você pode encontrar, além dos trailers: um top list com os 150 filmes mais populares da semana; cenas deletadas; entrevistas; making off; trilha sonora e por aí vai.

OK, você pode até ter isso no YouTube. Mas, a praticidade de encontrar o resultado que você procura com agilidade e qualidade “só o Trailer Addict oferece a você”. Não, este não é um link patrocinado. rsrs..

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Nov 04

Capturar e registrar momentos preciosos é um dos objetivos da fotografia. O autor da foto precisa ter, de preferência, domínio da técnica, um bom equipamento e uma boa dose de bom senso (claro que com vocação pra coisa o resultado fica ainda melhor) para que o produto de seu trabalho seja agradável aos destinatários das imagens. Ainda que o destinatário seja ele mesmo.

Fotos de casamentos, retratos, paisagens, animais, nascimento de pessoas, formatura, família, amigos, viagens e objetos de arte são exemplos clássicos e corriqueiros, vemos toda hora por aí, fazem parte do nosso cotidiano. Porém, existe uma técnica utilizada no mundo da fotografia que desperta atenção pelo seu produto, tamanha a criatividade, domínio da técnica e ferramentas e complexidade envolvidas em sua aplicação: o stop motion.

Ele consiste na utilização de brinquedos, massinhas de modelar e qualquer outro objeto, além de pessoas, para a construção de animações. E isso utilizando a fotografia. Movimentam-se e fotografam-se quadro a quadro os itens e como resultado temos a ilusão de que eles estão se movimentando. Ou seja, monto uma cena e fotografo, monto outra cena e fotografo e assim por diante. Com a edição de textos e sons, o resultado é fantástico.

George Mélies
, mágico ilusionista francês, foi um dos primeiros a utilizar o stop motion para criar efeitos no cinema, onde decidiu expandir sua arte. Através da técnica ele criou admiráveis ilusões e um exemplo foi “Viagem à Lua”, de 1902. Mais perto de nós, seguindo a régua do tempo, temos o clássico “O estranho mundo de Jack” de 1993.

Aqui estão dois vídeos que deixo como bons exemplos de stop motion:

O primeiro, feito por @luisamollo e Paulo Freitas, alunos de Desenho Industrial na UFES, foi resultado de um trabalho acadêmico. “Rigor mortis” é um stop motion sombrio, não devo descrevê-lo para não preparar o leitor rs. O vídeo deveria ter sido inscrito na 5a. REC que rolou esse ano naquela universidade, de tão bom que ficou:

O segundo stop motion, feito pelo casal Cassidy Curtis e Raquel Coelho, mostra de forma muito criativa como se faz um bebê. O vídeo foi realizado durante os 9 meses de gestação e ficou bem divertido:

No site do casal eles descrevem na prática um bom projeto de stop motion, confira:  http://www.otherthings.com/howtobaby/

Procure por stop motion no youtube e divirta-se, vale a pena!

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Nov 02

Jean não é um cara normal. Acostumado sempre a ser diferente, do tipo que recusa uma indicação de um vendedor que recomenda um produto que foi vendido “há mais de 10 pessoas ontem” simplesmente pelo motivo do produto ter se tornado comum, ele também entra no clube das pessoas que fazem diferente ao “fazer” dois filhos com deficiência mental, Mathieu e Thomaz.

Aonde a gente vai, papai?” é um livro que descreve de forma emocionante e engraçada (graça fortemente temperada com humor negro) a vida dos dois filhos de Jean-Louis Fournier, autor do livro. As crianças são portadoras de deficiência mental e as piadas mórbidas que o autor faz a respeito delas tiram um pouco daquela mesmice com que a maioria das pessoas trata os deficientes mentais: com pena, medo, vergonha, tristeza, falta de tato.

As crianças não liam, não corriam, não andavam de bicicleta, não namoravam, não iam à escola, não dirigiam, não tinham cartões, não jogavam futebol, não ficavam eretos, não tomavam banho sozinhos e não eram motivo de orgulho para seu pai. A frase que compõe o título do livro foi inspirada em Thomaz. Toda vez que eles andavam juntos no carro Thomaz perguntava ao pai incansavelmente a mesma coisa, repetidamente, mesmo após receber as respostas.  Mathieu foi descrito pelo pai como um amante da velocidade, pois só ficava repetindo “vrum-vrum” enquanto estivesse acordado.

Alguns trechos do livro chocam o leitor, pela ousadia do autor expressa nas palavras que os compõem. Como um em que o autor agradece aos filhos o fato de ter podido andar em grandes carros americanos. O que ocorreu devido aos grandes descontos que o condutor que tivesse filhos deficientes possuía ao comprar veículos na França.

By Don Meliton

Obrigado, meninos

Uma das partes do livro, que retrata o humor negro do autor:

“Thomaz e Mathieu estão crescendo, estão com onze e treze anos. Pensei que um dia eles teriam barba, que teríamos que barbeá-los. Imaginei-os por um instante barbudos.
Pensei que, quando fossem grandes, eu daria a cada um deles uma boa navalha de barbear. Nós os trancaríamos no banheiro e os deixaríamos se virar com a navalha. Quando não ouvíssemos mais anda, limparíamos o banheiro com um pano de chão.
Contei isso a minha mulher para fazê-la rir”.

O livro não é somente composto de piadas infames, mas também de momentos de desabafo que emocionam. Houve momentos em que lágrimas me vieram aos olhos. A obra nem tampouco serve como manual para aqueles que querem aprender como lidar com portadores de deficiência mental. É “apenas” um registro que parece ser sincero de um pouco do cotidiano de pessoas que vivem um caso atípico: possuem dois filhos que não são normais, apesar de esse termo ser repudiado pelo autor.

Recomendo.

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Oct 31

Sempre fui um tarado por leitura, de jornais, quadrinhos, artigos, livros técnicos e não técnicos. Claro que, dependendo do período em que vivo o foco é dado em diferentes tipos de leitura.

Lembro que quando criança “mastiguei” diversas vezes um álbum gigante da Disney, isso foi há cerca de 25 anos e lembro dos personagens e da capa preta como se fosse hoje. Incrível. Lembro ainda que pessoas ficaram maravilhadas por me ver, aos cinco anos de idade, ler jornal até virado de cabeça pra baixo (o jornal).

O tempo passou e veio a literatura técnica, da faculdade. Lembro que lia com prazer, por estar adquirindo conhecimento de uma área que eu gosto e não somente para me dar bem em avaliações.

E jornal? Ah, o jornal, sempre gostei de ler, embora não colocasse sempre em prática a leitura. Mas sempre me incomodou muito o fato de não estar por dentro das coisas, de não ter papo sadio, de ficar boiando em rodas de conversa. Porém, há tempos não lia livros que não estivessem relacionados à minha graduação e há alguns meses decidi mudar isso. Afinal, para algumas coisas nunca é tarde.

Depois de “Elogio à Loucura”, terminei ontem de ler “O Caçador de Pipas”, de Khaled Hosseini. Este último livro é famoso, a maioria das pessoas já ouviu falar e tem até filme, inclusive. Logo, não farei uma resenha do livro, o Google pode ajudar nisso. Falarei sobre o que o livro me fez viajar, por onde andei e voei enquanto lia a obra.

Amir, personagem principal do livro mostra como podemos ser pessoas más, mesmo não querendo ser. Como podemos maltratar aqueles que nos amam ou nos servem, pelos simples fato de porventura termos melhores condições sociais ou mais conhecimento ou melhor educação, o que não significa, de longe, ter mais sabedoria. Quem aqui já não tomou um tapa de luva de alguém que julgamos ser “burro”?

A covardia, covardia que às vezes nos paralisa, nos congela diante de uma situação contra a qual temos força ou meios de lutar, que nos deixa envergonhados de nós mesmos, também é relatada no livro. Há exemplos ainda de fidelidade entre amigos, na maioria das vezes mostrada por Hassan, servo amigo de Amir.

Um dos pontos mais fortes do livro me fez pensar sobre como tentamos acobertar nossos erros com boas ações a terceiros, como se um bem apagasse o mal e como fugimos daqueles que foram vítimas de nossos erros imaginando que a distância apagasse o mal que fizemos a eles. Salvo aqueles que naturalmente são maus, as pessoas boas não se esquecem. Lembram da merda que fizeram.

By aNantaB

Não adianta ir pra longe...

Encontrei, ainda, uma passagem que fez firmar em mim ainda mais aquilo que sempre digo quando tenho oportunidade, quando o assunto permite: “AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA” e a trama do livro fez com que aliado a isso Amir tivesse outra surpresa que lhe fez render um sofrimento que lhe deixou marcas, sem metáforas.

Por fim, e também válido, percebi no livro que devemos ser nós mesmos e fugir do senso comum que diz que temos que nos moldar a alguém para sermos aceitos, uma hora chutamos o balde e isso não pode ser bom para todos.

Ah, não poderia deixar de citar que há de se valorizar os sonhos das crianças. Alguns bons profissionais já despertam em si mesmos os talentos e dons quando ainda são crianças. Mágoas e felicidades adquiridas na infância podem para sempre ser carregadas no lombo de uma pessoa.

Foi-se, então, “O caçador de pipas” e já veio, na fila, “Aonde a gente vai, papai?” de Jean-Louis Fournier.

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Oct 28

Grooveshark é um site que permite ouvir músicas no sistema “search for music” sem cobrar nada por isso.

Simples de mexer e com uma interface bacana, o serviço permite que você possa encontrar sua música, artista ou álbum predileto. E mais: o acervo é muito amplo, inclusive conta com diversos artistas brasileiros.

Há a possiblidade de criação de playlist, de ouvir os sons mais tocados, de classificar os sons como “favoritos” e colocar seus sons na biblioteca de forma que seus amigos possam saber o que você está ouvindo.

Recentemente teve seu layout modificado e ficou mais enfeitado com possibilidade de alteração do “skin”, embora algumas opções estejam reservadas para os usuários VIP (devem ser aqueles que entram sem pagar fila na boate).

PJ Harvey

Enjoy it

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Oct 14

Sra. Dulce e Sr. Walt (embora ele não gosta que desconhecidos o chamem assim). Duas pessoas que mexeram comigo, ainda que a primeira viva nas páginas de um livro e a outra num filme.

Com eles vi exemplos de que o arrependimento pode ser doloroso. Vi um pouco da história de duas pessoas que erraram no passado e que, através da percepção da morte breve, percebem que poderiam ter feito diferente.

Dulce morreu aos 30 e deixou de demonstrar amor ou ódio, simplesmente perambulava pela Terra, como aqui já foi explicado. Já Walt, veterano de guerra, carregava na memória os últimos suspiros de um prisioneiro de guerra executado por ele sem necessidade. Além disso, o ex-combatente também se isolou de seus filhos ao ponto de eles não se conhecerem, apenas sabiam o nome uns dos outros. Racista como ele só, carregava no coração ódio pelos seus vizinhos latinos, africanos e asiáticos.

Ambos perderam anos de uma vida mais leve, alegre, amorosa e acabaram praticamente sozinhos.

Não é o que eu quero e é algo que tem me incomodado nos últimos meses. Quantas amizades se foram pelo meu apego demasiado ao trabalho e aos estudos? Menos pesados que isso e não menos importantes, quantos momentos preciosos desperdicei por discussões tolas, que não levaram a lugar nenhum? (principalmente a respeito de religião).

Quero minha casa cheia, amigos enchendo o saco todo fim de semana lá em casa, espôsas de meus amigos tricotando com minha espôsa, meus filhos agarrando as filhas de meus amigos. Quero estar rodeado de gente.

E é disso que preciso. É isso que eu quero.

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