Archive: ‘Reflexões’



Entre folhas e raízes

Monday, June 21st, 2010

Emaranhadas, enroladas, enfiadas.
Soltas, arredondadas, pontiagudas.

Presas e livres.

Você e a mídia social

Wednesday, March 10th, 2010

Quem não ouviu o termo “Mídia Social”? Quem não ouviu falar de Twitter, Facebook, Orkut, Youtube, MySpace, (coloque aqui o seu exemplo)? Quem que navega na Internet e não tem uma conta ou visita pelo menos um desses exemplos?

Músicas, vídeos, fotos, textos, poemas, livros… há uma infinidade de itens que podem ser veiculados na mídia social.

Mídia social?!

Segundo a Wikipedia, “Mídias Sociais” é um conceito que existe antes da Internet e das ferramentas tecnológicas, mas é claro que ele não tinha esse nome. Tal conceito é formado pela “produção de conteúdos de forma descentralizada e sem o controle editorial de grandes grupos, ou seja, significa a produção de muitos para muitos”.

As ferramentas de mídias sociais são sistemas online criados para que haja relacionamento social a partir do compartilhamento e formação conjunta de informação em vários formatos. O Twitter, Facebook, Orkut e outros compõem o catálogo de ferramentas disponiveis.

Ah, e eu com isso?

Você é um fotógrafo e cobriu um casamento perfeito, a noiva gostou muito, o trabalho saiu como você e o casal desejou. Se fosse há algum tempo ela divulgaria as fotos para o círculo social dela, para as suas amigas, para as pessoas que lhe visitassem e ela oferecesse seu álbum de casamento para verem enquanto aguardasse o cafezinho.

Hoje ela pode montar um álbum no Facebook e deixar o álbum lá, lindo para ser visto, e aumentando exponencialmente a oportunidade de uma noiva passar por lá e perguntar quem fez o trabalho e ela então lhe recomendar. Você pode ainda colocar o seu trabalho no seu blog, aumentando ainda mais as oportunidades.

Tenho um amigo com talento incrível para desenho. Manoel Ricardo, ilustrador e ruivo, ele publica semanalmente em seu blog um diário de produção de uma história em quadrinhos que possui roteiro de seu professor universitário. Ele divulga a atualização de seu blog no Twitter e neste exato momento ele possui 115 seguidores, são 115 pessoas sabendo que ele tem novidades pra mostrar e, supondo que cada um deles tenha apenas 10 seguidores, se eles derem um RT no post do Manel mais 1150 pessoas podem ver o trabalho do meu amigo ilustrador. Quanto tempo ele demoraria para divulgar o trabalho dele para essa quantidade de pessoas e ao mesmo tempo se não fosse com o Twitter?

Não uso, é besteira.

Algumas pessoas colocam empecilhos na utilização da mídia social com as seguintes alegações:

1 – Eu vou ocupar muito tempo em frente ao computador;
2 – É muito difícil ser percebido diante de tanta coisa que tem por lá;
3 – Poucas pessoas com quem interajo são potenciais clientes;
4 – Não existe método comprovado de sucesso;
5 – Mensurar a efetividade da coisa pode ser difícil.

Para cada uma delas há uma contra-argumentação:

1 – Você não precisa interromper seu dia. Você pode utilizar seu celular para manter-se à mostra, para mostra que estar vivo na mídia social enquanto está em alguma fila, por exemplo. Sem falar no notebook;
2 – O que é bom se destaca, assim como é feito pelo marketing tradicional;
3 – Você pode ter muito mais audiência por menos dinheiro que jamais teve antes;
4 – Existem muitas oportunidades para fazer seu nome através da inovação;
5 – A percepção de sua marca, de seu produto tem um valor real, ainda que seja difícil quantificar.

Confusão

Algumas pessoas confundem as mídias sociais com salas de bate-papo ou com rodas de amigos em um bar virtual, talvez. E, ao mesmo tempo em que tentam divulgar seu produto, seu trabalho, conseguem sujar sua marca, conseguem se tornar cansativos e sem sabor perante quem os acompanha.

No Twitter, tentam mostrar sua marca, seu nome, o nome de sua empresa até, ao mesmo tempo em que postam novidades do BBB, que avisam que suas mães fizeram uma macarronada deliciosa, que falam mal de seu chefe líder, que ficam narrando o jogo de futebol que estão assistindo ou que simplesmente não se seguram e xingam à vontade para todos verem.

Questão de bom senso. As ferramentas estão aí para ser usadas, se não dão o efeito esperado talvez seja porque estão sendo manuseadas de forma errada.

Fonte: Black Star Rising

Nunca é demais aprender. Nunca é demais ensinar.

Friday, February 19th, 2010

É estranho e ao mesmo tempo muito fácil de entender porque há pessoas que não gostam de compartilhar o que sabem.

Seja o domínio de uma técnica de fotografia; a solução para um problema de informática; o local aonde acharam aquele produto que muitos querem por um preço bacana.. Sempre teremos exemplos que mostram como há pessoas que se esquivam de ensinar, de compartilhar, de mostrar.

Sei. Lutei pra aprender e você se vira.

Claro que houve custo para a pessoa aprender o que sabe, seja ele representado por tempo, dinheiro ou qualquer outro recurso utilizado. Mas, arrisco dizer que por puro egoísmo ela não passa pra frente o que sabe: “Eu me virei, se vira também”.

Acredito no aprendizado mútuo. Acredito que não somos donos da verdade e não possuímos o domínio completo de alguma técnica. Não tem como alguém se qualificar dessa forma, tamanha é a velocidade com que novas técnicas aparecem e ainda como o aumento do volume de informações a respeito de algo que sabíamos fazer muito bem altera ou melhora os métodos que utilizamos na execução de nossas tarefas.

http://www.planetaeducacao.com.br/portal/imagens/artigos/editorial/ensinar_valores_01.jpg

Me ensina? Deixa eu te ajudar? Como faço? Vai por esse caminho aqui

Outro motivo para o não compartilhamento de conhecimento talvez seja o medo da concorrência: “Vou te ensinar pra você ser mais um no mercado?! Esquece”. Esse pensamento é, no mínimo, adotado por pessoas que não se garantem na qualidade de seu trabalho, nos seus diferenciais, no que pode oferecer de diferente e que cativa seus clientes. É adotado por pessoas que se garantem na frase “quanto menos concorrentes, melhor”. Tolos, burros, não conhecem seu mercado, seus clientes, seu negócio. Sempre haverá concorrentes!

O exercício de ensinar algo a alguém pode nos fazer lembrar de conhecimentos adquiridos há muito tempo. Conhecimentos adormecidos que podem nos gerar novas idéias! Sem contar que, ouvindo os questionamentos daqueles que querem aprender com o que sabemos, pode também nos despertar para novas oportunidades, pode fazer com que enxerguemos coisas que estão debaixo de nosso nariz e não tenhamos vistos até então!

Pondero, entretanto, que nem sempre ensinar significa entregar a informação de mão beijada. Significa também despertar perguntas que façam o próprio questionador descobrir a resposta que quer obter de quem já domina a técnica. Vale nessa hora perceber o nível de conhecimento que o questionador possui a respeito do assunto.

Nunca é demais ensinar. Nunca é demais aprender. E quando essas duas açÕes se misturam e geram oportunidade de crescimento mútuo, aí sim que a coisa fica boa!

E então, o que você já compartilhou hoje?

 

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