Tempos que não voltam

Sra. Dulce e Sr. Walt (embora ele não gosta que desconhecidos o chamem assim). Duas pessoas que mexeram comigo, ainda que a primeira viva nas páginas de um livro e a outra num filme.

Com eles vi exemplos de que o arrependimento pode ser doloroso. Vi um pouco da história de duas pessoas que erraram no passado e que, através da percepção da morte breve, percebem que poderiam ter feito diferente.

Dulce morreu aos 30 e deixou de demonstrar amor ou ódio, simplesmente perambulava pela Terra, como aqui já foi explicado. Já Walt, veterano de guerra, carregava na memória os últimos suspiros de um prisioneiro de guerra executado por ele sem necessidade. Além disso, o ex-combatente também se isolou de seus filhos ao ponto de eles não se conhecerem, apenas sabiam o nome uns dos outros. Racista como ele só, carregava no coração ódio pelos seus vizinhos latinos, africanos e asiáticos.

Ambos perderam anos de uma vida mais leve, alegre, amorosa e acabaram praticamente sozinhos.

Não é o que eu quero e é algo que tem me incomodado nos últimos meses. Quantas amizades se foram pelo meu apego demasiado ao trabalho e aos estudos? Menos pesados que isso e não menos importantes, quantos momentos preciosos desperdicei por discussões tolas, que não levaram a lugar nenhum? (principalmente a respeito de religião).

Quero minha casa cheia, amigos enchendo o saco todo fim de semana lá em casa, espôsas de meus amigos tricotando com minha espôsa, meus filhos agarrando as filhas de meus amigos. Quero estar rodeado de gente.

E é disso que preciso. É isso que eu quero.

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