Toda vez que chove em Itapoã (Vila Velha/ES) o bairro fica alagado e toda vez que isso acontece começa a chuva de reclamações em cima dos prefeitos.
Faço um pouquinho diferente hoje: porque o cidadão teima em ser porco e enche os bueiros ou valões com lixo?
É muito fácil colocar a culpa nos outros. Não defendo aqui nenhum político, até porque é difícil fazer isso em tempos de tanta sujeira que encontramos no meio deles…
Eis as fotos da Av. Resplendor, local onde moro em Itapoã (fotos tiradas com celular):
Em mais uma aula prática com o pessoal do @clubedafoto, fomos à feira livre de Jardim da Penha, um bairro de Vitória/ES. E antes de continuar o post relembro alguns objetivos das aulas práticas: exercitarmos nosso olhar em cima do que vemos associando a isso a aplicação de técnicas e macetes (muito bons) vistos em sala de aula.
Confesso que antes de ir à feira eu não me empolguei muito com a idéia. Pois, obviamente, me vieram à mente apenas bancas de alimentos, sujeira no chão, pessoas comprando… sacolas… cores das bancas.. nada de muito diferente do padrão.
Ao chegar lá me surpreendi com a organização dada pela Prefeitura, que padronizou as barraquinhas e a disposição delas de forma que o ambiente mostrou-se razoavelmente limpo e com um bom espaço para circulação de pessoas. E esse trânsito de pessoas possibilitou ao nosso grupo boas oportunidades! E então me empolguei!
Alguns pontos nos quais me prendi naquela manhã, para aprendizado e treino:
- Utilização do fill-flash (mais uma vez), pois várias fotos foram tiradas em contra-luz (com o sol atrás da pessoa/objeto que eu iria fotografar e isso faz com que a pessoa/objeto fique muito escuro). E apanhei um bocado, pois havia duas preocupações: iluminar a cena e aproveitá-la, pois as pessoas passavam muito rápido.
- Agilidade e treino do olhar. Devido à grande movimentação de pessoas as oportunidades apareciam do nada e então logo sumiam;
- Formas de como abordar as pessoas para fotografá-las e pude ver que com um simples sorriso muitas vezes conseguimos boas fotos. às vezes nem é preciso falar nada.
- Estudo do ambiente para me acomodar de maneira que pudesse tirar boas fotos. Ora escondido, outrora no meio da rua e houve momentos ainda que cheguei a sentar no chão.
Eis algumas fotos:
Andando por trás das barracas achei uma brecha entre duas barracas que me deixava em cima de uma faixa de segurança e de onde eu poderia capturar algumas cenas de movimento…
Nesse dia pude ver que a discrição do fotógrafo também é muito importante para capturar posições espontâneas… máquina pendurada no pescoço na maioria das vezes espanta.
Há poucos dias li uma entrevista de um grande fotógrafo brasileiro que deu uma dica aos fotógrafos, tanto amadores quanto profissionais: “[...] não se limite com a sua vergonha ou com a vergonha dos outros”. Algo assim.
Hoje percebi dois pés descendo em minha janela e uma corda pendurada, fiquei triste ao ver que não era o homem-aranha e sim um pintor que estava trabalhando na fachada do prédio onde moro. Na hora veio a frase “não se limite…” e soltei:
- Amigo, sou fotógrafo (mentira) e quero tirar umas fotos suas, posso?
- Claro!
Eu vi o vídeo deste post no Gizmodo Brasil e na descrição que lá consta há uma referência sobre o filme nos fazer ver o mundo com uma outra visão. É bem interessante ver as gotas de água caindo em uma velocidade extremamente baixa. Realmente nos faz ver coisas que nossos olhos não vêem e isso impressiona, surpreende.
Mas, e quando nossos olhos vêem coisas muito claras, que não precisam ter sua velocidade alterada e mesmo assim não nos surpreendemos ou nos maravilhamos com o que estamos vendo?
Hoje fiz meu primeiro dia de caminhada na praia. Após assumir novos riscos, decidi mudar de rotina, principalmente aquela relacionada com a minha saúde, tanto física quanto mental. E foi interessante, porque em uma velocidade normal, sem alteração, percebi a beleza do dia amanhecendo; admirei a beleza de minha namorada; “senti” a cidade acordando; os velhinhos caminhando na praia (alguns com alongamento infinitamente maior que o meu. #fail); o sol brilhando; um navio se movimentando; cães “felizes” por estarem passeando com seus donos; bebês em carrinhos sem preocupação nenhuma com esse mundão louco, a não ser com a próxima “peitada“… enfim, não precisamos de vídeos feitos com fotografia que captura movimentos de milhares de quadros por segundo para termos outra visão do mundo.
Podemos mudar nossas mentes, controlar o que pensamos. E mudar nossas atitudes.