Tag: ‘Cotidiano’



Histórias de Alice

Thursday, March 25th, 2010

Alice é uma Kombi transformada em motor-home que leva duas pessoas que decidiram deixar São Paulo para viajar pelo interior do Brasil.

Franco Hoff e Inês Calixto são fotógrafos e também têm outras profissões e junto com a Alice percorrerão o interior do país para fotografar as “histórias narradas por pessoas simples, investigando seu jeito de ser e de viver“. O projeto ainda tem como objetivo a inserção cultural do povo interiorano utilizando a literatura, o cinema e a fotografia.

Através de fotografia ou vídeo a dupla pretende transformar em imagens os causos e mitos do povão.

ROTEIRO

Sairão de São Paulo, passarão por Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Fortaleza, Centro-Oeste e por fim o Sul do país. Se Alice vencer o trajeto todo merecerá uma medalhinha da Volks! ;D

E A GRANA?

O projeto é bancado por doações de empresas, seja em dinheiro ou em produtos. Alice já colocou na mala alguns itens que ganhou dos parceiros: pneus, caixa de direção, câmeras fotográficas para oficinas com a criançada, GPS e outras coisas.

Quem quiser colaborar com o projeto pode fazer contato pelos emails kombihome@gmail.com.br e francohoff@hotmail.com

ALICE NA REDE
Site: www.historiasdealice.com.br
Twitter: @kombihome
Orkut
Flickr

EXEMPLO

Muito mais que fotografia, muito mais que clicar, muito mais que filmar. Franco e Inês nos dão exemplos de integração social, de benefícios gerados para a socidade através da arte, tais como: sorrisos, esperanças, sonhos, lembranças, vida!

Certa vez em uma aula com o @clubedafoto em um parque aqui de Vitória/ES fotografei uma senhora que vendia pipocas e nunca vou me esquecer do sorriso dela quando ela viu seu retrato no LCD da câmera.

Imagina a emoção, os sentimentos que a Alice despertará nas pessoas que moram nas cidades e vilarejos em que ela passar com todos as suas oficinas, atividades e idéias?

Eu ainda vou participar de algo que dê esses frutos. E com fotografia!

Referência: OlhaVê

[Atualização 1 - 02/04/10] – Fica pronta a Alice em Biscuit:

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Chuva em Itapoã – Fotos

Tuesday, March 2nd, 2010

Toda vez que chove em Itapoã (Vila Velha/ES) o bairro fica alagado e toda vez que isso acontece começa a chuva de reclamações em cima dos prefeitos.

Faço um pouquinho diferente hoje: porque o cidadão teima em ser porco e enche os bueiros ou valões com lixo?

É muito fácil colocar a culpa nos outros. Não defendo aqui nenhum político, até porque é difícil fazer isso em tempos de tanta sujeira que encontramos no meio deles…

Eis as fotos da Av. Resplendor, local onde moro em Itapoã (fotos tiradas com celular):

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Um dia de feira

Monday, February 1st, 2010

Em mais uma aula prática com o pessoal do @clubedafoto, fomos à feira livre de Jardim da Penha, um bairro de Vitória/ES. E antes de continuar o post relembro alguns objetivos das aulas práticas: exercitarmos nosso olhar em cima do que vemos associando a isso a aplicação de técnicas e macetes (muito bons) vistos em sala de aula.

Confesso que antes de ir à feira eu não me empolguei muito com a idéia. Pois, obviamente, me vieram à mente apenas bancas de alimentos, sujeira no chão, pessoas comprando… sacolas… cores das bancas.. nada de muito diferente do padrão.

Ao chegar lá me surpreendi com a organização dada pela Prefeitura, que padronizou as barraquinhas e a disposição delas de forma que o ambiente mostrou-se razoavelmente limpo  e com um bom espaço para circulação de pessoas. E esse trânsito de pessoas possibilitou ao nosso grupo boas oportunidades! E então me empolguei!

Alguns pontos nos quais me prendi naquela manhã, para aprendizado e treino:

  • - Utilização do fill-flash (mais uma vez), pois várias fotos foram tiradas em contra-luz (com o sol atrás da pessoa/objeto que eu iria fotografar e isso faz com que a pessoa/objeto fique muito escuro). E apanhei um bocado, pois havia duas preocupações: iluminar a cena e aproveitá-la, pois as pessoas passavam muito rápido.
  • - Agilidade e treino do olhar. Devido à grande movimentação de pessoas as oportunidades apareciam do nada e então logo sumiam;
  • - Formas de como abordar as pessoas para fotografá-las e pude ver que com um simples sorriso muitas vezes conseguimos boas fotos. às vezes nem é preciso falar nada.
  • - Estudo do ambiente para me acomodar de maneira que pudesse tirar boas fotos. Ora escondido, outrora no meio da rua e houve momentos ainda que cheguei a sentar no chão.

Eis algumas fotos:






Andando por trás das barracas achei uma brecha entre duas barracas que me deixava em cima de uma faixa de segurança e de onde eu poderia capturar algumas cenas de movimento…

Nesse dia pude ver que a discrição do fotógrafo também é muito importante para capturar posições espontâneas… máquina pendurada no pescoço na maioria das vezes espanta.

Veja no meu Flickr mais algumas fotos deste dia.

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Pintores

Thursday, November 12th, 2009

Há poucos dias li uma entrevista de um grande fotógrafo brasileiro que deu uma dica aos fotógrafos, tanto amadores quanto profissionais: “[...] não se limite com a sua vergonha ou com a vergonha dos outros”. Algo assim.

Hoje percebi dois pés descendo em minha janela e uma corda pendurada, fiquei triste ao ver que não era o homem-aranha e sim um pintor que estava trabalhando na fachada do prédio onde moro. Na hora veio a frase “não se limite…” e soltei:

- Amigo, sou fotógrafo (mentira) e quero tirar umas fotos suas, posso?
- Claro!

Eis os cliques:

pintor3

pintor2

pintor5

pintor1

pintor

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Uma outra visão

Thursday, November 12th, 2009

Eu vi o vídeo deste post no Gizmodo Brasil e na descrição que lá consta há uma referência sobre o filme nos fazer ver o mundo com uma outra visão. É bem interessante ver as gotas de água caindo em uma velocidade extremamente baixa. Realmente nos faz ver coisas que nossos olhos não vêem e isso impressiona, surpreende.

Mas, e quando nossos olhos vêem coisas muito claras, que não precisam ter sua velocidade alterada e mesmo assim não nos surpreendemos ou nos maravilhamos com o que estamos vendo?

Hoje fiz meu primeiro dia de caminhada na praia. Após assumir novos riscos, decidi mudar de rotina, principalmente aquela relacionada com a minha saúde, tanto física quanto mental. E foi interessante, porque em uma velocidade normal, sem alteração, percebi a beleza do dia amanhecendo; admirei a beleza de minha namorada; “senti” a cidade acordando; os velhinhos caminhando na praia (alguns com alongamento infinitamente maior que o meu. #fail); o sol brilhando; um navio se movimentando; cães “felizes” por estarem passeando com seus donos; bebês em carrinhos sem preocupação nenhuma com esse mundão louco, a não ser com a próxima “peitada“… enfim, não precisamos de vídeos feitos com fotografia que captura movimentos de milhares de quadros por segundo para termos outra visão do mundo.

Podemos mudar nossas mentes, controlar o que pensamos. E mudar nossas atitudes.

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