Tag: ‘Livros’



Multihits no Barracuda

Saturday, July 3rd, 2010

Todo namoro agrega a cada um dos namorados mais amizades, na maioria das vezes. No meu caso, os amigos da Lu e eu nos demos bem desde o início de nosso relacionamento. Boa parte deles também viraram meus amigos e já passamos por bons e engraçados momentos juntos, como o encontro nacional dos estudantes de Desenho Industrial em Floripa e até mesmo umas simples cervejinhas.

André e “Manel” são dois exemplos de novas amizades que ganhei de “bônus” ao namorar a Lu. O primeiro é um guitarrista de primeira, daqueles que você quando o vê tocando pensa que tocar guitarra é a coisa mais fácil do mundo. Estou ansioso, bem como outras diversas pessoas, em ver o resultado de seu projeto de graduação: o cara está fabricando uma guitarra. :O

O segundo não fica pra trás nem um milímetro, Manel é um baixista de primeira e faz muito bem o papel que lhe cabe em tocar um instrumento que pra mim é a alma da música. Além disso, Manel manda muito bem em suas ilustrações, o que pode ser conferido em seu blog, no qual desenvolve um projeto muito interessante: http://acabandoaquartafeira.wordpress.com/

Os dois e mais o baterista Cláudio forma a banda Multihits e em uma noite de sexta-feira levaram um som em um bar novo no Parque das Gaivotas, o Barracuda. Com um repertório muito bem montado e a competência técnica e musical que os habilita a serem chamados de “bons músicos”, o trio merece atenção e ouvidos!

Lugar simples, mas que foi agraciado com o bom som da banda e foi lá que arrumei um bom motivo pra eu arriscar meus primeiros “tiros” em um momento musical.

Levei minha câmera e, apesar da iluminação ser apenas a ambiente, sem nada de luz de palco ou algo semelhante, gostei do resultado.

Manel e André: sucesso meus brothers!

Contatos: 27 9911-1331 / 8807-3961

O set com mais fotos pode ser visto em meu Flickr.

A fotografia ajuda São Luís do Paraitinga

Tuesday, February 9th, 2010

A fotografia é uma das maneiras de se escrever, registrar história. Com ela perpetuamos momentos marcantes como o nascimento de um filho, o sonho do casamento na igreja, os aniversários daquela criança espoleta…

Porém, também podemos escrever momentos tristes e nos últimos tempos não faltam motivos para esse tipo de história. Com frequência vemos à nossa volta tristeza registrada em imagens… Fato recente tem sido os estragos que as chuvas têm causado no Estado de São Paulo.

São Luis do Paraitinga é considerada Estância Turistica pelo Estado de São Paulo. A cidade contava com o maior número de sobrados e casas térreas tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). É uma cidade bonita que foi devastada pelas chuvas recentes. O principal ponto turístico da cidade era a Igreja Matriz, construída no séc. XVII e desmoronou sobre si mesma, tamanha foi a força das águas. Além disso, oito edifícios históricos também foram ao chão com a enchente do Rio Paraitinga.

Para ajudar a reconstrução da cidade os fotógrafos André Luís Ferreira e Carol Gonzalez lançaram o fotolivro “São Luís do Paratinga – Preservando o Passado para Reconstruir o Presente” que contém imagens de antes e depois da destruição causada pelas chuvas. O fotolivro possui impressão digital e o lucro será revertido para o desenvolvimento do turismo na cidade. A obra possui o valor de R$ 150,00 e pode ser pedida aos autores pelo e-mail alferreirafoto@uol.com.br

Ou seja, vale a pena fotografar o que está à nossa volta. Os lugares, as pessoas, os monumentos, os fatos, os acontecimentos. Vale a pena olhar a fotografia de uma forma diferente de “retratos, churrascos, festinhas”. Claro que estes fazem parte da história de cada um também e devem ser fotografados. Mas, podemos utilizar nossas câmeras simplesmente para escrever o que poucos se importam em escrever: a história do lugar em que vivemos.

Fonte: Wikipedia e Revista Fotografe Melhor (fev/10)

Fracassou? Viveu!

Thursday, January 21st, 2010

Recordo-me e agradeço a Deus por olhar para trás e ver que em todas as empresas que trabalhei fui contratado para um cargo e fui embora depois de alcançar cargos melhores. Houve destaque, suor, dedicação, reconhecimento (em algumas ocasiões) e crescimento. Mas, não houve realização plena.
Não houve aquela oportunidade de bater no peito e cruzar as mãos atrás da cabeça e dizer: “Putz grilas! Puxa vida, encontrei a veia! É isso que eu quero!”.

Ainda não cruzei as mãos atrás da cabeça… digamos que estão cruzadas em cima da barriga (que está crescendo, inclusive). É muito difícil saber o que queremos da vida, mas é muito mais fácil identificar o que não queremos. Claro que há diferença de opiniões e atitudes, para uns basta estar empregado enquanto para outros é necessário o trabalho estar ligado a realização.

O que vou ser quando crescer?

Para uns isso não importa, basta crescer, basta viver, basta estar empregado em qualquer lugar e exercer qualquer função ou estar ganhando bem, não importa fazendo o quê. Não me enquadro nesse quadro. No famoso filme “Filtro Solar” há uma expressão:

“Não tenha sentimento de culpa se não sabe muito bem o que quer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham, aos 22 anos, nenhuma idéia do que fariam na vida.
Algumas das pessoas interessantes de 40 anos que conheço ainda não sabem.”

Só não quero chegar aos 40 sem saber… rs

Há outra que diz que “Todas as nossas escolhas têm 50% de chance de dar certo. Como as escolhas de todos os demais”. Se eu escolher apenas crescer, pode dar certo ou não. Mas, não é esta a escolha que fiz pra mim.

Sou mais para Fernão Capelo Gaivota, “que decide que voar não deve ser apenas uma forma para a ave se movimentar”. Voar eu quero, mas ainda não está tão claro para aonde.. algumas direções agora estão mais claras.. algumas opções atualmente estão à vista 😉

Recebi há poucos dias um vídeo de um amigo que fala sobre perseverança. Não pesquisei as fontes, apenas extraí o que de bom nele há.

Dele transcrevo a expressão “Quem nunca fracassou nunca viveu“.

Eis o vídeo:

Mathieu e Thomaz

Monday, November 2nd, 2009

Jean não é um cara normal. Acostumado sempre a ser diferente, do tipo que recusa uma indicação de um vendedor que recomenda um produto que foi vendido “há mais de 10 pessoas ontem” simplesmente pelo motivo do produto ter se tornado comum, ele também entra no clube das pessoas que fazem diferente ao “fazer” dois filhos com deficiência mental, Mathieu e Thomaz.

Aonde a gente vai, papai?” é um livro que descreve de forma emocionante e engraçada (graça fortemente temperada com humor negro) a vida dos dois filhos de Jean-Louis Fournier, autor do livro. As crianças são portadoras de deficiência mental e as piadas mórbidas que o autor faz a respeito delas tiram um pouco daquela mesmice com que a maioria das pessoas trata os deficientes mentais: com pena, medo, vergonha, tristeza, falta de tato.

As crianças não liam, não corriam, não andavam de bicicleta, não namoravam, não iam à escola, não dirigiam, não tinham cartões, não jogavam futebol, não ficavam eretos, não tomavam banho sozinhos e não eram motivo de orgulho para seu pai. A frase que compõe o título do livro foi inspirada em Thomaz. Toda vez que eles andavam juntos no carro Thomaz perguntava ao pai incansavelmente a mesma coisa, repetidamente, mesmo após receber as respostas.  Mathieu foi descrito pelo pai como um amante da velocidade, pois só ficava repetindo “vrum-vrum” enquanto estivesse acordado.

Alguns trechos do livro chocam o leitor, pela ousadia do autor expressa nas palavras que os compõem. Como um em que o autor agradece aos filhos o fato de ter podido andar em grandes carros americanos. O que ocorreu devido aos grandes descontos que o condutor que tivesse filhos deficientes possuía ao comprar veículos na França.

By Don Meliton

Obrigado, meninos

Uma das partes do livro, que retrata o humor negro do autor:

“Thomaz e Mathieu estão crescendo, estão com onze e treze anos. Pensei que um dia eles teriam barba, que teríamos que barbeá-los. Imaginei-os por um instante barbudos.
Pensei que, quando fossem grandes, eu daria a cada um deles uma boa navalha de barbear. Nós os trancaríamos no banheiro e os deixaríamos se virar com a navalha. Quando não ouvíssemos mais anda, limparíamos o banheiro com um pano de chão.
Contei isso a minha mulher para fazê-la rir”.

O livro não é somente composto de piadas infames, mas também de momentos de desabafo que emocionam. Houve momentos em que lágrimas me vieram aos olhos. A obra nem tampouco serve como manual para aqueles que querem aprender como lidar com portadores de deficiência mental. É “apenas” um registro que parece ser sincero de um pouco do cotidiano de pessoas que vivem um caso atípico: possuem dois filhos que não são normais, apesar de esse termo ser repudiado pelo autor.

Recomendo.

O caçador de pipas

Saturday, October 31st, 2009

Sempre fui um tarado por leitura, de jornais, quadrinhos, artigos, livros técnicos e não técnicos. Claro que, dependendo do período em que vivo o foco é dado em diferentes tipos de leitura.

Lembro que quando criança “mastiguei” diversas vezes um álbum gigante da Disney, isso foi há cerca de 25 anos e lembro dos personagens e da capa preta como se fosse hoje. Incrível. Lembro ainda que pessoas ficaram maravilhadas por me ver, aos cinco anos de idade, ler jornal até virado de cabeça pra baixo (o jornal).

O tempo passou e veio a literatura técnica, da faculdade. Lembro que lia com prazer, por estar adquirindo conhecimento de uma área que eu gosto e não somente para me dar bem em avaliações.

E jornal? Ah, o jornal, sempre gostei de ler, embora não colocasse sempre em prática a leitura. Mas sempre me incomodou muito o fato de não estar por dentro das coisas, de não ter papo sadio, de ficar boiando em rodas de conversa. Porém, há tempos não lia livros que não estivessem relacionados à minha graduação e há alguns meses decidi mudar isso. Afinal, para algumas coisas nunca é tarde.

Depois de “Elogio à Loucura”, terminei ontem de ler “O Caçador de Pipas”, de Khaled Hosseini. Este último livro é famoso, a maioria das pessoas já ouviu falar e tem até filme, inclusive. Logo, não farei uma resenha do livro, o Google pode ajudar nisso. Falarei sobre o que o livro me fez viajar, por onde andei e voei enquanto lia a obra.

Amir, personagem principal do livro mostra como podemos ser pessoas más, mesmo não querendo ser. Como podemos maltratar aqueles que nos amam ou nos servem, pelos simples fato de porventura termos melhores condições sociais ou mais conhecimento ou melhor educação, o que não significa, de longe, ter mais sabedoria. Quem aqui já não tomou um tapa de luva de alguém que julgamos ser “burro”?

A covardia, covardia que às vezes nos paralisa, nos congela diante de uma situação contra a qual temos força ou meios de lutar, que nos deixa envergonhados de nós mesmos, também é relatada no livro. Há exemplos ainda de fidelidade entre amigos, na maioria das vezes mostrada por Hassan, servo amigo de Amir.

Um dos pontos mais fortes do livro me fez pensar sobre como tentamos acobertar nossos erros com boas ações a terceiros, como se um bem apagasse o mal e como fugimos daqueles que foram vítimas de nossos erros imaginando que a distância apagasse o mal que fizemos a eles. Salvo aqueles que naturalmente são maus, as pessoas boas não se esquecem. Lembram da merda que fizeram.

By aNantaB

Não adianta ir pra longe...

Encontrei, ainda, uma passagem que fez firmar em mim ainda mais aquilo que sempre digo quando tenho oportunidade, quando o assunto permite: “AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA” e a trama do livro fez com que aliado a isso Amir tivesse outra surpresa que lhe fez render um sofrimento que lhe deixou marcas, sem metáforas.

Por fim, e também válido, percebi no livro que devemos ser nós mesmos e fugir do senso comum que diz que temos que nos moldar a alguém para sermos aceitos, uma hora chutamos o balde e isso não pode ser bom para todos.

Ah, não poderia deixar de citar que há de se valorizar os sonhos das crianças. Alguns bons profissionais já despertam em si mesmos os talentos e dons quando ainda são crianças. Mágoas e felicidades adquiridas na infância podem para sempre ser carregadas no lombo de uma pessoa.

Foi-se, então, “O caçador de pipas” e já veio, na fila, “Aonde a gente vai, papai?” de Jean-Louis Fournier.